Patologias

Conheças as principais doenças relacionadas ao pé e tornozelo

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Conheça as principais patologias de Pé e Tornozelo

  • Quando falamos em deformidades dos dedos, estamos nos referindo às principais deformidades que podem acontecer nos dedos menores dos pés (2o ao 5o dedos). As principais deformidades são: dedos em garra, dedo em martelo e dedo em malho. Em todas essas deformidades, os dedos menores do pé (2,3,4,5 dedos) assumem uma posição de flexão. O que vai diferenciar em cada uma dessas deformidades será a articulação acometida. A causa principal é o uso crônico de calçados inadequados nos quais os dedos menores se apertam e assumem essa posição para que caibam dentro do calçado. Os sintomas podem variar de dores leves com o uso de calçados fechados até calosidades dolorosas. Em casos mais extremos o aparecimento de úlceras pode ocorrer por conta desse atrito excessivo dos dedos. O tratamento pode variar bastante de acordo com o grau da deformidade e se a mesma é flexível ou rígida. Inicialmente o tratamento consiste em utilizar calçados com a parte da frente larga e alta o suficiente para acomodar os dedos de maneira adequada. No caso de falha do tratamento conservador, está indicado o tratamento cirúrgico, que pode envolver liberações tendíneas em casos flexíveis ou até mesmo cortes ósseos nos casos de deformidades rígidas.

  • Os traumas torcionais do tornozelo ou entorses são muito comuns no dia a dia e principalmente na prática esportiva. Por essa razão são uma das principais causas de procura pelo ortopedista.Os sintomas após esse tipo de trauma podem variar bastante. Dor, inchaço, dificuldade para apoiar o pé são alguns desses sintomas.Na maioria dos casos de entorse apenas as estruturas ligamentares são lesionadas, principalmente os laterais. Em alguns casos, outras estruturas podem ser lesionadas como ossos do tornozelo e do pé. É importante diferenciar esses casos pois o tratamento é diferente.Após um episódio de entorse, é importante procurar um médico ortopedista para a avaliação e tratamento adequado.

  • Popularmente conhecida como esporão, a fascite plantar é um processo inflamatório localizado na fáscia plantar (tecido localizado na região plantar do pé). Esporão é uma proeminência óssea na região plantar do calcâneo que na maioria das vezes não está associada a causa da dor. Os principais fatores de risco para essa doença são: obesidade, impactos repetitivos na região do calcanhar, uso de calçados inadequados, encurtamento da musculatura da cadeia posterior, entre outros. Geralmente essa patologia é caracterizada por fortes dores na região plantar do calcanhar principalmente nos primeiros passos do dia ou após permanecer longos períodos em ortostase. O diagnóstico é clínico, ou seja, não é necessário exames complementares. Uma anamnese e um exame físico bem feito, na maior parte das vezes, são suficientes. Exames complementares são reservados apenas para os casos que não resolvem com o tratamento habitual inicial. O tratamento conservador (não cirúrgico) é o tratamento de escolha para essa patologia, pois resolve a enorme maioria dos casos. Ele é baseado em alongamento da cadeia posterior, uso de calçados adequados e analgésicos.

  • Popularmente conhecido como joanete, o hálux valgo é uma deformidade em que ocorre o desvio lateral do primeiro dedo do pé e um desvio medial do primeiro metatarsal. O joanete é a proeminência da cabeça deste metatarsal. Ocorre principalmente nas mulheres.A causa é multifatorial, ou seja, existem vários fatores que favorecem o aparecimento da deformidade. Entre esses fatores podemos destacar a herança genética, uso de calçados inadequados (calçados com a câmara anterior estreita, com salto alto).Os sintomas podem variar bastante. As queixas podem ser apenas estéticas em casos leves e em casos graves, podem levar a dor severa e outras deformidades associadas nos demais dedos.O diagnóstico é clínico e radiográfico. Depende da avaliação com exame físico detalhado e radiografias do pé com carga como exame inicial. Em casos específicos pode ser necessário demais exames diagnósticos.Inicialmente o tratamento conservador é o indicado. Ele consiste em uso de calçados adequados que caibam adequadamente nos pés e uso de analgésicos para o controle da dor. Nos casos em que o tratamento conservador falha, é indicado o tratamento cirúrgico para correção da deformidade e melhora da biomecânica do pé.

  • O tendão calcâneo ou tendão de aquiles é formado pela junção da musculatura do tríceps sural (musculatura da panturrilha). As lesões neste tendão podem ocorrer por causas traumáticas ou inflamatórias. Em um evento de trauma, seja direto ou indireto, pode ocorrer a ruptura do tendão. Neste caso, o paciente irá sentir uma dor súbita na região posterior do tornozelo, algo semelhante a uma “pedrada”. Caso sinta uma dor deste tipo, procure imediatamente o pronto socorro para que seja realizado o diagnóstico precoce e correto e que a melhor conduta terapêutica seja tomada. Nos casos inflamatórios, o paciente pode sentir uma dor insidiosa e progressiva na região do tendão calcâneo. Isso pode ocorrer por diversos motivos: sobrecarga mecânica, artropatias inflamatórias, exercícios físicos em excesso ou realizados de maneira inadequada, entre outros. O tratamento conservador com uso de calçados adequados, fisioterapia adequada e analgésicos resolve boa parte das tendinopatias (tendinites) do tendão de aquiles. O tratamento cirúrgico é reservado para os casos em que há falha do tratamento conservador.

  • Metatarsalgia corresponde aos sintomas dolorosos que os pacientes sentem na parte do antepé, principalmente em sua região plantar, na topografia próxima às cabeças dos ossos metatarsais. Esses sintomas podem ocorrer por diversos fatores. Dentre eles podemos destacar o uso de calçados inadequados, encurtamento da musculatura do tríceps sural, neuroma de Morton, entre outros. É importante identificar qual é exatamente a etiologia da dor para dessa maneira realizar o tratamento adequado. O tratamento pode variar: desde o uso de medicações para alívio dos sintomas, adequação de calçados, exercícios de alongamentos até mesmo intervenções cirúrgicas em casos selecionados.

  • Trata-se de um espessamento do nervo intergital. Os sintomas se devem a sua compressão através do ligamento intermetatarsal, o que podem gerar dores e algumas vezes dormência na região do antepé. Os sintomas costumam piorar ao utilizar calçados apertados e realizar atividades de impacto. O diagnóstico é feito com um exame físico completo associado a exame complementar para confirmação, no caso uma ressonância do antepé. O tratamento inicial é conservador com adequação de calçados, medicações para alívio dos sintomas e alongamentos para diminuir a sobrecarga no antepé. Na falha do tratamento conservador, é indicado o tratamento cirúrgico.

  • O pé cavo é aquele cujo o arco medial do pé é mais acentuado, ou seja, é o oposto do pé plano.Na grande maioria das vezes, a causa do pé cavo é constitucional e não está relacionado a nenhum problema de saúde. No entanto, em algumas situações, pode estar relacionados a certas patologias como, por exemplo, a doença de Charcot Marrie Tooth. Nesses casos, o pé cavo pode ser mais grave e gerar sintomas.Os sintomas podem variar bastante. Nos casos leves, os pacientes podem não sentir nada. Nos casos moderados e graves, podem apresentar queixas como metatarsalgia, dor na face lateral do pé e tornozelo, entorses de repetição, entre outros.O diagnóstico é feito clinicamente, ou seja, basta o exame fisico para identicar se um pé é cavo. Os exames complementares servem para demonstrar o grau da deformidade e também avaliar outras condições associadas.O tratamento inicial é feito com o objetivo de aliviar os sintomas dolorosos, principalmente com a adequação de calçados. Na falha do tratamento conservador, está indicado o tratamento cirúrgico.

  • O pé plano, popularmente conhecido como pé chato, é um dos grandes motivos de procura no consultório do especialista de pé e tornozelo. Trata-se da ausência do arco plantar longitudinal medial no pé com carga. Na sua grande maioria, a causa do pé plano é genética e não irá trazer sintomas aos pacientes. No entanto, é importante a avaliação do especialista para determinar qual a causa exata para indicar o tratamento mais adequado. O diagnóstico é feito através de um exame físico detalhado e com auxílio de exames complementares em casos selecionados. O tratamento vai depender da etiologia do pé plano e da sintomatologia do paciente. Nos casos em que o paciente não tiver sintomas dolorosos não é necessário um tratamento específico. Nos casos em que o paciente tiver sintomas, é preciso guiar um tratamento individualizado para cada caso. Sempre iniciamos com o tratamento conservador baseado em adequação de calçados e alongamentos, principalmente do tríceps sural. Na falha do tratamento conservador, é indicado o tratamento cirúrgico.

  • Quando falamos em pé reumatóide nos referimos as alterações decorrentes da inflamação crônica nas articulações dos pés por conta da artrite reumatóide.As principais articulações acometidas no pé são as metatarsofalangeanas do hálux e dos dedos menores. Dessa maneira, as alterações que mais vemos no pé reumatóide são o hálux valgo grave com artrose na metatarsofalangeana, dedos em garra com (sub) luxação dos dedos menores e lesão da placa plantar, floating toes, entre outras. Alterações menos comuns mas também presentes são artrose nas articulações do mediopé e retropé.Uma vez que as alterações anatômicas estão estabelecidas, elas são irreversíveis e podem ser resolvidas apenas com o tratamento cirúrgico caso sejam sintomáticas e refratárias ao tratamento conservador.Por isso, o tratamento mais eficaz para evitar essas alterações graves é o diagnóstico e a farmacoterapia precoce contra a artrite reumatóide.

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